Somos tão jovens

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Sempre gostei de ler muito sobre astrologia. Não aquelas previsões, mas as mudanças em grande escala. Por exemplo, até 2000 estávamos na era de Peixes, que marcou a ascensão da religião – em destaque o Cristianismo. Coincidência ou não, peixe é o símbolo de Jesus Cristo. Algo interessante é que as eras se contam de trás para frente, então vivemos agora a era de Aquário.

Aliás, quem nunca ouviu falar das revoluções de aquário? Aquário é o visionário dos signos, aquele que está a frente, o revolucionário. Sempre soube que gente de aquário é meio pirada, mas são pirados do bem (brincadeira, aquarianos!).

Tá, agora falando sério: sempre me questionei se existe mesmo esse papo de mudança de vibração universal, cósmica, algo do tipo, milhões de almas aspirando por revolução. E olha, acho que está ocorrendo. De maneira gradual, algumas vezes violenta e reprimida, mas sim. Os jovens de agora parecem-me mais engajados, há um espírito de resgate humanitário, uma nova busca de valores, de objetivos, de anseios.

São pessoas que querem equilíbrio, querem tolerância, respeito, comunidade. Alguns brigam pelo respeito às bicicletas, outros pela preservação do ambiente, respeito aos animais, fim da corrupção e mentiras. São muitas as causas e essas pessoas estão dispostas a isso.

Muitas ideias e crenças que sempre carreguei no íntimo – e que muitas vezes fizeram com que eu me sentisse um peixe fora d`água – agora estampam faixas, camisetas e soam desses jovens.

A mudança está aí, nas ruas, escrita nas calçadas. A era de aquário enfim traz sua vibração para o dia-a-dia.

Para fechar, Max Planck, físico visionário que resume bem como se propagam as mudanças:

“Uma importante inovação científica raramente faz seu caminho convertendo seus oponentes: raramente acontece que ‘Saulo’ se torne ‘Paulo’. O que realmente acontece é que os seus oponentes morrem gradualmente e a geração que cresce está familiarizada com a ideia”.

Obs: Ah, a física! A meu ver, a maior e primeira das ciências naturais, aquela que te leva à fé em algo maior.

Há tempo que o dinheiro não compra

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Há tempo que o dinheiro não compra.

Escrevi esta frase ontem, véspera de feriado, após pedir – e conseguir! – folga. Sim, trabalhar em feriado tem suas vantagens, e ganhar em dobro é a maior delas. Aliás, acho que é a única. Mas nem sempre esse dinheiro a mais compensa o tempo.

Por exemplo: passei a manhã inteira na cama com minha filhota, vendo Dora Aventureira e todos os desenhos educativos do Nick Jr., sem culpa nem pressa para levantar. Sem ser controlada pelos numerozinhos do relógio. Sem pensar que, daqui a 2 horas tenho q almoçar porque tal horário preciso prestar contas ao relógio-ponto. Não mesmo!

Cochilamos, brincamos de supermercado, ela deixou que eu fizesse um trabalho da faculdade,  brincamos de bolinha de sabão, assistimos a Charlie e Lola e dormimos de novo. Assim, sem nem perceber que horas são.

E agora que acordei e ela continua em seu sono de inocente, penso que dinheiro é só um pedaço de papel para o qual demos um valor maior do que este merece. Porque ele não paga esse ócio que curtimos juntas, esse dias dos recém feitos 3 anos dela que talvez fiquem na memória, mas que mostram que a felicidade são os dias simples que passam sem pressa e sem notar.

É bom vez em quando seguir o ritmo do corpo. Muitas vezes sinto-me escrava do relógio, da falta de tempo, pareço estar sempre contando quantos minutos estão disponíveis para… Not today.

Preciso de mais dias assim, sem algemas do tempo.

Fofurices que a fofolete fala

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Baby Valen anda uma tagarela. Cada dia mais  eloquente. Dia desses, vinha um casal atrás de nós duas encantado com tanto assunto que ela tinha pra falar. Flagrada em plena ação, baby Valen sorriu e ficou sem graça.

Das fofurices que ela diariamente fala, as minhas preferidas são:

óia = olha

não sabia, mamãe?

eu adorei! (com ênfase, ad0reei)

esse (livro, filme, vestido) é o meu preferido!

Olivara = Olívia

que bobeira!

obidus = ônibus

E, é claro - Eu te amo, mamãe!

Voltinha na CCMQ

168572_10151319506367721_450669389_nPassear na Casa de Cultura Mario Quintana é sempre válido. Fazia tempo que não subia lá, e aproveitar para redescobrir o local com a baby Valen foi uma excelente ideia. Quero que ela cresça reconhecendo e apreciando a arte. E o principal – sentindo-se à vontade nesses ambientes. Assim como faço com livros. Temos um monte aqui em casa e nem penso que são excesso.

Primeiro fomos no Jardim Lutzenberger. E ficamos bastante por lá, só faltou o chimarrão para ficar perfeito. Fiz muitas fotos. O local é bastante diferente e interessante para isso. Além disso, é uma sensação boa. As gurias brincaram muito. Quero mais dias assim.

É muito bom redescobrir locais com minha fofolete. Tem tanto mundo ainda pra mostrar na cidade que ela nasceu! :D Acho que semana que vem vamos no Iberë Camargo. Esse nunca fui, então tem tudo para ser especial!

 

Borboleta no vidro

KBB2Tomava um café com leite quando a percebi. A borboleta. Ela estava rente ao chão, de frente para a porta de vidro da cafeteria em que estava. Tentava sair daquele lugar tão sem plantas e sol. Em vão. Batia suas asas na porta “invisível”.

Fui até ela. Abaixei-me  mas não tive coragem de tentar segurá-la pelas asas. Estiquei o braço em sua direção. Para minha surpresa, ela voou até minha mão. Conduzi a borboleta até a porta aberta. Pude vê-la voando e partindo. Vestiu minha sexta de compreensão.

E se um dia for eu desorientada a bater no vidro?

Tomara que também haja uma mão para me ajudar a alçar voo.

Chorão e a depressão

Charlie Brown Jr. nunca foi das bandas que eu ouvi. Nem marcou minha geração – thanks god tive músicas melhores. Mas o que me fez empatizar com a morte de Chorão foi o quadro depressivo dele.

Depressão é foda. Sim, a pessoa tem vontade de nem levantar da cama, não sair de casa nem falar com ninguém. Pior para o Chorão que tinha dinheiro suficiente para se isolar e misturar antidepressivos com álcool e outras cositas más – ainda não confirmadas, mas enfim.

É horrível você não ter vontade de nada e sim, isso acontece de um modo que tu não controlas. Dá vontade de chorar, de quebrar tudo ou pior. Não dá vontade de nada. A apatia é o mais preocupante dos quadros. É enxergar o desespero daqueles que te amam e não conseguir reagir. É perder o ânimo para a vida.

Ainda assim, isolar-se não é nada recomendável. Bem perigoso na verdade. É o amor dos que te cercam que ajudam a se reerguer. Esse apoio é essencial. E inesquecível.

 

Calendar time

calendar 2013 blogNesses tempos de Saturno em Escorpião, a vontade é de resguardar. Carnaval na cidade, sem aquela loucura de praia cheia, estrada cheia. Melhor ficar em casa, colocar os pensamentos em ordem, os estudos em dia, elaborar mentalmente a rotina dos próximos meses. Por que a vida é esses dias de rotina, os pequenos afazeres diários, os novos conhecimentos, o riso e o sono do fim do dia. E nesse tempo, ainda precisamos sorrir, brincar, alongar, tomar sol, olhar a chuva, ler quadrinhos… É tanto a se fazer ainda que o melhor é ter uma previsão de como os dias serão. Ainda que eu lembre que sempre que planejo tudo muda. Mesmo assim, planejar dá segurança e centra a mente.

Enfim, 2013 chega!

Be my guest.

WOE

Pessoas são escolhas que fazem. Para bem e para mal.

Arco com isso e sinto até alívio.

What i choose is my voice.

Pior  é que quase me enganei.